sábado, 15 de dezembro de 2012

" Acorrentada"


Meus olhos se enchem de lágrimas num apelo silencioso*
Caminhando em busca de encontrar-me subitamente perdida,
Sinto-me sozinha e acorrentada*não consigo me libertar do passado*
Das cicratrizes que não saram*que ainda sangram a ferida.

Conheci aquele rostinho fui tão amada*amei intensamenete*
Cheguei pensar que fosse finito*um terno amor real sem ilusão,
Perdi tão logo o doce da minha vida* em frações de segundos*
Meu príncipe amado que levou no cadeado a chave do meu coração.

Hoje em contróversia com destino eu repudio a mesquinha sorte!
Carrego um fado penoso*onde me atiro acovardo com a solidão*
Sinto pena da minha própria lamúria descabida* sem prescrição!
Diante da indiferença de onde me vejo serei rotulada sem perdão.

Sou mulher*às vezes frágil*às vezes guerreira sem armaduras*
Sou incansável não me contento com pouco*quero sempre mais!
Não me amedronto com a morte*cubro-me de luto todo meu coração*
Os tórridos segredos adormecidos que eterniza  nosso amor e minha paz.

Quando me procuro estou em debate com a saudade que me aflinge!
Vejo que o passado nunca me abandona no topo d"alma a me perseguir*
Acalento meu coração estilhaçado* que aos prantos chora por ti* e morre!
Sempre quando me deparo com lembranças que não te deixam partir.



                                                                                                       Maria Machado