domingo, 18 de setembro de 2016


"Amor Eterno"












Ainda não acordei desse pesadelo hostil e obscuro
Sonho ao relento, as estrelas me servem de cobertor
Minhas lágrimas amargas que escorrem pro meu futuro
Deixam-me, sem resposta, ó porquê de tanta dor.

Rego as flores todos os dias pra você não ir embora
Sentindo teu perfume cheiro as rosas na agonia floral
N'uma estampa que retrata teu rosto perdido nas horas,
Com um amor enriquecido com nosso desejo eternal.

Já é quase meia noite, meus olhos se afogam ardentes
As lágrimas árduas escorrem no meu rosto adormecido
O silêncio bruscamente me trás tua imagem nitidamente
Extasio-me, com os arrepios de um amor endoidecido.

N'um pulo a saudade salta e me arranca do teu amor.
Estradas pérfidas me levam a uma visão d'um inferno
Acordo gritante chamando teu nome ardendo de dor!
Minh'alma respingando gotas do nosso amor eterno. 



OBS: Imagem do Google                            Maria Machado

quarta-feira, 20 de julho de 2016

"Azulzinha"

Ergui minha casinha
Ao meio à natureza,
Pintei toda Azulzinha
Da cor do céu, que beleza.

Nesse lugar quietinho
Aonde o vento têm voz
Ele passa de mansinho,
Falando em Deus pra nós.

As nuvens são de algodão
As estrelas de diamante,
Aqui o Sol brota do chão!
Deus passeia em voou razante.

A lua dissolve prata!
DEUS...Aqui é o paraíso.
O eco que ouço da mata,
Com certeza é, teu sorriso.

Autora: Maria Machado

quinta-feira, 16 de junho de 2016

"Meu Beija-Flor"






















Ainda sinto o seu cheiro de criança!
Chamo por seu nome ó mãe amada,
Sua presença se alastra na lembrança
Sua saudade em mim, já faz morada.

Com sua voz de trovão de tempestade!
Largou-me aqui sozinha com essa dor.
No abraço mas solitário da saudade...
Não oiço, mais o piar do meu beija-flor.

Aos quatros cantos na imensidão!
Nos meus olhos chovem gotas de fel
Há procura de vê-los n'uma visão...
O meu beija-flor bailando no Céu.

Ó adeus infinito que a morte nos trás!
Sem avisar ela chega, vem sem pudor.
Separando os amores pra nunca mais...
Deixando no peito o vazio, o luto do amor.





Obs: Foto de meu beija-flor.                                          Maria Machado

sábado, 5 de março de 2016

" Cabana do Segredo"














               Por vezes, uma história de uma vida pode encobrir e esconder em silêncio um
       grande segredo..., uma inegável verdade nua e crua.
            
               Em uma pacata cidade, em tímida rua, numa casinha aconchegante,  morava
       Paloma-jovem bela e formosa mulher, esposa de Pietro.

               Viviam em plena harmonia. Pietro era um apaixonado. A vida corria... Até
       que um dia as "coisas" mudaram completamente para Paloma.

                Isso aconteceu quando foram apresentados a uns amigos, Nando e Sueli-
       em uma festinha. Nesse dia, sem que quisesse, e nem poder evitar, Paloma caiu
       arrebatada por Nando, se apaixonado à primeira vista.

               A parti de então, Paloma passou a guardar em silêncio sua paixão... Amava
      ardentemente Nando. Ele passou a ser o  seu grande amor. o coração de Paloma
      era de Nando e de ninguém mais. Ele era o amor a quem ela queria desejava,  e
      por quem sofria.

              Mesmo não tendo tocado em Nando. Paloma estava apaixonada, e suspirava
     por um amor impossível. Já que Nando nunca se insinuou. Eram apenas bons amigos.

             Até que, por força do destino, tudo mudou. Ocorreu um eclipse negro em sua vida
    quando Pietro morre num acidente fatal, deixando  tudo às escuras. Confusa e desolada
     muito só, tendo seus dias como noites sombrias, Paloma sentia-se desamparada.

             Numa tarde daquelas foi surpreendida por uma visita! espontaneamente,
    sem quer esperasse, Nando foi procurá-la. Ela não fazia nem ideia do por que da
    visita. O fato é que ele apareceu,  e ao vê-la tão tristonha e amuada, simplesmente
    afaga e beija ternamente o rosto.

             Inebriada  atônita - sem acreditar pois há tempos sonhava desejando
   aquele amor, muito emocionada, Paloma acabou revelando seu segredo. Confessou a
   ele sua paixão. E é quando nasce um amor avassalador...

            Nando ouve a revelação e não diz nada. Calado a pega nos braços e a leva à
   Cabana do segredo. Enquanto a carregava nos braços caminhado  até à cabana,
   lhe beijava aos miúdos; beijos ávidos e frenéticos.

           Na cabana do segredo, ouve gritos e gemidos de volúpias incontidas. Paloma e
  Nando se amaram como nunca ninguém se amou...

           As quatro paredes da  cabana foram testemunhas do estravazamento dos delírios
  da paixão, e cúmplice dos amantes.





OBS: Imagem do Google

( Poema reeditado)                                                 Maria Machado

sábado, 16 de janeiro de 2016

"Pesadelos Insanos"













É... Um silêncio atroz que dói,  n'uma esperança fugitiva!
É uma dor latente que invade meu coração, destroçado
É uma viagem sem volta d'uma rude incerteza negativa 
É um'alma  e um verdadeiro amor aderiva n'um passado.


É um desencanto brutal, donde desencarnou uma vida!
É um Sol árduo com rastros daquela quimera ardente
É um desassossego dilatando minh'alma me sinto perdida!
É teu cheiro envolto meu corpo quando eras meu somente.


É um enigma prescrito, sem rótulo vazio apenas pedaços!
É um grito sem eco n'uma carcaça estranha repleta de dor
É um corpo fúnebre, opaco gélido sem distinção sem traços,
É um sono com pesadelos insanos n'um coração sem amor.


É um frio congelante impuro, aprisionando sonhos e desejos!
N'um brusco apelo ao Deus do Céu, te peço de volta, meu amor!
Junto às tardes de brumas rendadas, quero todos os seus beijos,
É por um anjo inocente, que meu coração chora e é... sofredor.





(OBS)  Imagem do Google:



                                                                              Maria Machado
 
 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

"2016 Traga meu Amado"





















Foram-se muitas luas perdidas... Eu, em busca de um amor!
O Sol, meu espelho na minha solidão, retrato d’amargura
Fujo com as estrelas calmamente, à procura de um sabor,
Um desejo de amar desmedido, n’uma gostosa aventura.

Prendo-me, ao passado junto ao um fantasma adormecido
Sem pressa apegou-se ao meu mundo não me deixa caminhar
Morbidamente meu coração é presidiário morto desprotegido
Gotas de sangue escorrem na min’alma por não mais... amar.  

Sufocado meu sonho morre, em alto conflito, desdém da vida!
Poderia amar-te num eterno para sempre sonho de Cinderela
Poderia acordar com teus beijos, como à... Bela adormecida!
Pintar um amor verdadeiro colorido uma vida n’uma aquarela

Mas o que me preparou o destino, prendeu-me longe do amor
Arrancando a possibilidade de viver um árduo amor desejado
Hoje me encontro sozinha, sem ninguém com apenas uma flor!
Com muita esperança no peito que 2016 traga meu amado. 





                                                                          Maria Machado 

Obs: Imagem do Google


sábado, 7 de novembro de 2015

"Bendito Deus dos Sonhos"

















Ó minh'alma vagante, que tanto se deliciou com tuas libidos!
Desolada no sepulcro doloso busca por migalhas adormecidas,
Rastreia insanamente por teu amor n'un pensamento sem sentido
Vesti-se, de lágrimas ardejantes, em soluços, dorme enternecida.


Ó cálidas manhãs,um desejo incessante nasce rude de amargura!
Feito folha seca que vaga débil, sem lugar algum...Sem destino.
Apego-me com tuas lembranças, teus guardados. Ó minha agrura!
Ó anjo desejável à meia luz, ó desejo voluptuoso... Ó meu menino.


Ó Bendito Deus dos sonhos,que me faz sonhar e, me leva até vocé!
Etenizando meu coração ao teu, oiço teu gemido em volúpia ardente
Ó minh'alma insistente libidinosa, sonhadora desfalece de tanto querer!
Ó maior amor, vida da minha vida, infinitamente meu... Sol reluzente.

Ó desmedido pensamento foi além aos gritos chama por ti,ato sonhador!
Só ouviu-se, o silêncio do destino com as fatídicas horas do tempo fugaz
N'um retrato teu emoldurado, já amarelado teu lindo rosto mudou de cor.
Éfemera é a felicidades que estampa teu sorriso que não às vejo, nunca mais. 





OBS: IMAGEM DO GOOGLE                                   Maria Machado



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

"Dona de Mim"

















Coração mudo flutua em volúpias ardentes nas asas da solidão!
Juntos aos pingos da chuva que caem sobre o ervaçal orvalhado
Reavivando um ser solitário lembrança e longínqua recordação,
D'onde uma estrela senil cintila deixando todo o, Céu bordado.


Nas dobras do vento, no voejar de um colibri de asas douradas!
Recito meus versos altos ao Céu redescubro deles o, sentido,
Aplaudo! A mistura de poesia e ciranda de palavras inventada!
No balé de um poema escrito com avidez de um verbo nascido.


Um impulso faz- me ir tão longe, pra perto de Deus poeticamente!
Renasço nas silabas d' uma folha em branco dou-lhe vida à poesia
Sem domínio verbal dona de mim, sobrevivo aos versos arduamente!
Como às nuvens que tecem o véu que rendilha no céu minha fantasia.


Um poeta inocente introduz o presente no futuro, camufla o passado!
(Entre aspa um analfabeto) calmoso, sem se quer almejar por sabedoria
Só há um destino um dom repleto de amor em busca de um sonho alado,
D'um anjo travesso de seu imaginário que lhe fale.Eu te amo, todo o dia.





OBS: Imagem do Google                                      Maria Machado





















segunda-feira, 12 de outubro de 2015

"Calvário"

  Sou o que TU, sonharas ser, antes da tempestade!
  Uma rosa negra do deserto,deslumbrante da beleza,
  Um relógio que marcas a, hora angustiada da saudade
  Mergulhada no, mas profundo,na cegueira da incerteza.


  Sou versão distorcida que fizeras simplória e primitiva!
  Um desafio vasto, sem deslumbre, sem encantamento,
  Sou visão sardônica, esvaecida,tormentada, e negativa
  Ocultando mero devaneio,enquanto jaz o pensamento.


  Sou poço fundo, sem fundo, sou lápide esbranquiçada!
  Enigma da sordidez abismal,sou lamento tosco sufocado
  À prévia atinente de delitos mórbidos, deixam-me calada,
  Como a burla que me fizestes, declaraste, Tu, réu culpado.


  Sou carta sem destinatário,encobertando uma confissão!
  Senti-me, no calvário, carregando aquela... Cruz pesada!
  Tua insensatez iluzante,que me deixou na amarga solidão
  Presa no limbo sepulcral obscuro, sem vida, enclausurada.




 Imagem do Google:                                      Maria Machado