segunda-feira, 5 de novembro de 2012

"Suspiro Ofegante"

















Neblina na noite*obscura e fria*
Suspiro ofegante cai no sono sobre o chão,
No refúgio oculto*seu corpo é adormecido*
Tão somente com seu fado e a solidão.

Sedento com fome*solitário dorme*
Enquanto nimbo se espalha lentamente,
Resplandece o brilho intenso de antares*
Que lhe despertas do sono profundo,suavemente.

Ainda sonolento levanta*e cruza os braços*
No rosto semblante tristonho*olhando sempre o vazio,
Na penúria no abandono*de que origem é essa pobre criatura?
Que sussurra baixinho enquanto treme de frio.

Seus trapos manchados e úmidos*o relento é seu abrigo*
Todas as noites se aconchega*sobre os jornais que lhe aquecem*
Suspiro ofegante adormece feito um anjo***
Se depara com essa triste rotina*quando todos os dias anoitecem.



                                      Maria Machado.