sábado, 8 de novembro de 2014

"Minha Sombra"
























Meu tempo infévil, descamba meus traços, e polui meus escritos!
Morre meus versos, que se esvaem n'uma arrebatadora sensação,
As palavras dentro de mim, estão incompreendidas, em conflitos!
Nem rascunhos, nem tão pouco poesias e poemas, apenas ilusão.

Distanciam-se de mim junto à negridão profunda que me veste!
Desvaneceram, abandonaram-me, com um silêncio macabro atroz,
Como minha sombra estendida entre o orvalho e o capim campreste!
Agarrar-te a ti, é mesmo que correr atrás do vento que passa veloz.

Não me basta dizer-me, vou escrever poesias, pois tenho talento!
Minhas mãos eu comando, mais meu cérebro me confunde tanto!
Sem dominação do Alfabeto, só ouço o silêncio do meu pensamento
Misturado nas rimas dos meus versos encharcados com meus prantos.

Dentro de mim adormeceram poemas e poesias de meu curto legado,
Guardarei-os no intimo da minh'alma, com trancas e chave de ouro!
Como as nuvens destilam orvalho mansamente, deixam o lírio regado!
Assim será partilhado meu coração, meus escritos...  Meu tesouro.




(OBS)  Minha Imagem...Minha Sombra:



                                                                                          Maria Machado


sábado, 6 de setembro de 2014

"Desejo Alado"

Marcadas as horas, o ponteiro escorregadio passa lentamente!
Fala-se de um amor imenso que vive enclausurado na vastidão,
Que nas noites dorme no berço das estrelas voluptuosamente!
Acordas radiante ao dia e chamas por mim em sua Santa Oração.

Meu pensamento corre velozmente para ti, nas asas da alvorada!
Cúmplice do Sol d' amanhã, minh'alma de alegria veste felicidade
Ao encontro dos teus braços, meu coração deixa-me a fogueada
Em tempestuosos delírios que me desnuda lépida na imensidade.

Desejo alado...Amamo-nos diante d'um áureo esplendor luzente!
De posse de mim, meu corpo é doado a ti em absoluto e prazeroso,
O fulgor do teu rosto emite partículas chamenjante de cheiro ardente!
Que ardem n'alma queima meu ser rasura meu corpo nesse amor danoso.






Obs: Imagem do Google                                               Maria Machado




quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"Coração de Anjo"






















Infinito como o tempo são teus lábios que sorri Eu me fortaleço!
N'um adjunto d'alma que me prende a ti insanamente perdida,
Espalhando centelhas do teu árduo amor... com ele me aqueço!
Enquanto nossos corações pulsam ardorosamente morte e vida.

Sensata é a saudade que me faz lembrar -se de ti  todas as horas!
Que impregnam minh'alma sedenta na tua, n'uma sede alucinante,
Encoraja  meu coração de anjo que com avidez à saudade ignora!
Lascivo meu corpo flore despetalado, minha pele queima extasiante.

ES o anjo que aparece como a alva do dia que vêm e me aquece!
Colore meu Céu, ES lindo como o Sol, me faz perder os sentidos,
Ah meu amor...Tu  ES sopro de vida que me avive e me fortalece!
Tu'alma serena trás magia e encanto deixando nosso amor fortalecido.

Rasga-se o véu em porções de quimeras aladas sinto-me voluptuosa!
Meu coração ávido se junta ao teu no eternal, e findam-se enlaçados
Desígnio do Criador fixo como pedra cravada n'uma penha rochosa!
Tornou-se para Deus uma belíssima história de um amor abençoado.




(OBS) IMAGEM DO GOOGLE



                                                                                    Maria Machado

quarta-feira, 23 de julho de 2014

"Eternas Juras"


















Com um % de esperança pra te amar, me perdi de ti amor!
Decaí-me ao ermo profundo na tua ausência vil sufocante,
Com desejos de afaga-la teu corpo cheiroso e sentir teu calor!
Ouvir tuas eternas juras deliciosas que me tornavam confiante.

Que foram tecidas pelo o destino macabro que te levou de mim!
Separou nossos dias, escureceu minh'alma, devastou meu mundo
Arrancou de mim o sorriso alegre que via florir todos os jardins!
Maldiçoou melancólicos atos,  meu coração infermo e vagabundo.

Que hoje vive a vagar n'outros páramo, sem rumo sem direção!
Perdido e contaminado pelo o ódio, destroçado morto sem saída
Pulsa desnorteado, condenado ao léu sem ti... Ó maldita prisão!
Ecoam gritos no vazio obscuro... Ó espírito moribundo sem vida.

Ó sepultuosa alma minha chora lamurienta com esse fado atroz
Preso na linha do tempo, sem um ponto final... Ó  descunjuras!
Ao pó voltastes ao funébrio donde deita e dorme e chora por nós!
Saudosamente às lágrimas caem descompondo tuas...  Eternas juras.




OBS: IMAGEM DO GOOGLE

                                                                    Maria Machado

sábado, 28 de junho de 2014

"Um % de Esperança pra te Amar"






















Ó tarde crepusculosa que se finda e borda o Céu de doirado!
Chispas do Sol que rabisca tua saudade na longínqua imensidão
Como brisa fria que passa  avivando um grande amor unificado,
Que me levas de volta ao lugar onde sepultei meu coração.

Ouve-se, o choro da minh'alma pesarosa e lastimante!
Que me conduz a uma senda onde teu vestígio continua,
Vem com o teu perfume que exala, d'uma rosa inebriante!
Que faz lembrar-se de mim na saudade de quando fui tua.

Longínquo crepúsculo como quero esse anjo em minha vida!
Como quero tocar à felicidade e viver n'uma quimera sem sonhar!
Como quero tuas mãos fortes tocando-me... Eu enlouquecida!
Sorte Eu teria se, uma vez más  pudesse em teus braços acordar.

Ó tarde por quer te calas diante desse ser que murmura de dor!
Destece esse fado que o destino escreveu impedindo-me de sonhar
N'uma álgida armadilha não há saída presa na arapuca do amor!
Elucidada e fraca  apenas com um % de esperança pra te amar.





(OBS) IMAGEM DO GOOGLE:                   Maria Machado

sexta-feira, 13 de junho de 2014

"O Voo de um Anjo"






















Entre Céus e nuvens pousas...  Um Astro belo e radiante!
Com asas grandes branquinhas, sorri... Veste-se com Alvor
Um Astro iluminado cintila no Céu, Tu um anjo cantante!
Ao cume se destaca uma tênue canção ao ouvidos do Criador.

Tua voz ressoa feita brisa forte, contendo eco de encanto!
Fulguras doirados em teus rastros, Tu anjo delírio das nações
Voou cedo em teus sonhos jorrando lágrimas do desencanto,
Efêmera foi à  vida, com legado  imortal pra todas gerações.

Teu canto é inconfundível, tuas palavras vivas, viverá o eternal.
Uma dança só tua cheia de imite que levitavas feito anjo Arcanjo!
Arrebatado para o Céu com a orquestra tocando a melodia final
Com o melancólico Adeus subiu a eternidade, no voo de um Anjo.




 (OBS) Imagem do GOOGLE:     Maria Machado





quarta-feira, 28 de maio de 2014

"Páginas Em Branco"

Perdi-me n'um tempo sem volta, desesperançada em busca de mim cá estou!
Folheando páginas em branco, sem perfil, sem contraste, sem cor, sem textura
Que revele enigmas adormecidos acordando o pouco de ti em mim que restou!
Dentro de minh'alma angustiada sofrida, e imortal a essa obstinada procura.

Cálidas lágrimas plangiam essa busca por mim, levando-me, ao teu destino!
Encontro-te em um Santuário envolto o sono das borboletas te faço um Zeus
Cubro-te com lírios perfumados antes da vinda de mais um crepúsculo matutino!
Vejo teus olhos fechados, enquanto ainda há um lindo sorriso nos lábios teus.

Tu dormes langoroso em um leito gélido, levando nossos sonhos embrulhados!
Um feito que o destino impreciso teceu, restando ecos de lembrança e saudade
Ao léu na penumbra de uma sombra que vaga silenciosa meu coração é amarrado
N'um pacto de morte comigo em sonhos alados nas brumas sepulcral na imensidade.

Teu sono mata meus sonhos, encobre meu Céu deixando minhas noites enegrecidas!
Tristuroso espírito meu, perambula por fugazes sonhos vagueia ao tranco e barranco
Desoladoramente perco-me n'uma decadência sinto minhas forças enlanguescidas!
Permanecerei moribunda sem ti, não serei nem rascunho apenas... Páginas em branco.







(OBS) Imagem do Google:            Maria Machado



sábado, 17 de maio de 2014

"Indissolúvel Amor"

























Pudera Eu, vesti-me de amor por inteira e cair em teus braços!
Conspirar despuda pro universo o quanto meu desejo é pesado!
Pudera Eu, com ardilosa avidez, n'um ápice invadir teu espaço
Bruscamente possui-lo loucamente, e fazer de ti ...Meu amado.

Há quem me dera afagá-la essa pele branquinha da cor da manhã!
Saciar meu desejo de beijá-los esses teus lábios mordentes de mel,
Pudera Eu, saborear de tua boca com esse gostinho de doce maçã!
Queria tanto dormi em teus braços e acordar estrelando teu Céu.


Há quem dera destilar meu veneno em teu sangue estuoso quente!
Sossegaria minha ânsia, provaria do teu excitante e árduo sabor!
Há se Eu pudesse te faria um feitiço te prenderia frêmito e ardente!
Me impregnava em teu corpo injetava em ti porções do meu amor.

Quem me dera te amar um tiquinho de segundo seria bom de mais!
Felina Eu, ensandecida com arrobo te amaria com absoluto fervor,
Quisera Eu, um só minuto senti tu'alma de corpo presente vivaz!
Senti o calor dos teus lábios, é morrer desse indissolúvel amor.





(OBS)Imagem do Google                    Maria Machado

 


sábado, 3 de maio de 2014

"Meu Segredo"






















Em busca de ilusões denoto meu sonho quimérico obsceno!
Que tarda n'um lugar de alvas dunas e dorme mansamente,
Onde meu amor renasce das cinzas mas forte n'um Aral sereno
Que loucamente anseia por tu'alma que vive de mim ausente.

Nas asas de um desejo errante, meu corpo nu, vive febril,
Um ser inebriado de nudez insânia noturna embriagante
Tresloucada lucidez no rude espelho notório da empáfia vil!
Que parou no tempo, noutra era, na vastidão bem distante.

Onde ouço barulhos que vêm de longe atordoando meu sentido!
Pelos os pingos da forte chuva torrencial que caem bruscamente
Despertando meu mundo que dorme devastado e esquecido!
Onde só há lamentos do meu coração que soluça tristemente.

Ah água que escoa barulhenta me trás de ti doces lembranças!
Sobre o chão gotas de chuvas desenham teu rosto angelizado
Que sossega meu coração que é acordado ávido de esperança!
Com o vento que sussurra teu nome me transmitindo  recado.

O tempo impetuoso passa n'uma velocidade sem deixar rastros!
Em instante estou Eu, meu flagelo agoniante meus ais sem norte!
Esvai-se eu, minha essência levada junto ao pólen dos astros!
Diminuindo meus Outonais, n'uma abreviatura de minha morte.

Retalhos do tempo que esgarçam com o Sol que passa fugaz!
Ámago da vida que não compôe substância apenas arremedo,
Entrego à ti meu corpo minh'alma nas manhãs rúbidas auroras
Desço ao teu submundo escuro onde jaz sepultarei meu Segredo.






OBS: IMAGEM DO GOOGLE                   Maria Machado


terça-feira, 15 de abril de 2014

"Coração Sem Sono"






















No último segundo do arrebol meu olhar vai além do desconhecido!
Sobre véus negros da noite, meu sórdido passado entra em cena,
Com largos sonhos, caminhos estreitos desvario, pesadelos dorido
A neblina d'alma que clareia o sonho volúpíco que me, condena.

Tu'alma como vórtice veloz partiu n'uma pressa sem um Adeus!
Deixando tão somente minh'alma mórbida em absoluto abandono
Levando tudo de mim, esvaziando tudo... Todos os sonhos meus!
Deixando minha vida em preto e branco, meu... coração sem sono.

Minh'alma andante vive tão sozinha mesmo ao lado de outro alguém!
Enfraquecida nesse coração que teme tua  falta, e sofre atrozmente,
Molham-me lágrimas das noites que choram e soluçam por ti também!
Caem diluídas em gélidas gotas do Céu sobre meu corpo noturnamente.

Ó Alma indiscreta minha, pranteia soluçante n'um silêncio obscuro!
Que nas lânguidas noites de brumosos pesadelos ouço teu clamor,
Teus eternais lamentos murmurejantes ecoam doloso no ermo escuro!
Ó perdid'alma que sofre, com um coração tristíssimo, e sofredor.




   (OBS) IMAGEM DO GOOGLE:        Maria Machado