terça-feira, 19 de novembro de 2013

"Não Desvaneço"















Surge o destino, um passo à frente... Em apenas um arremedo
Meus adornos caem por terra, lastimoso... Sinto-me ferida!
Enfraqueci no meu silêncio cativo, do âmago do meu medo
Cair devastando à âncora que sustentava minha vida, na tua vida.

Caída por terra não desvaneço dessa busca incessante por ti!
Pelos ávidos desejos, de teus beijos em minha boca...Carmim!
Sem eles, vão-se meus sentidos, infinda meu ego, meu existir
Esvaem-se com  o Sol que leva o pouco que resta de Tu, em mim.

N'uma visão opaca distorcida avolumam-se incógnita do Sol!
Em um absoluto sigilo culmina fugaz, n'um parámo nebuloso
N'outros prados aonde raios dourados cintilam no arrebol,
Amargamente meu coração soluça... Camufla-se choroso.

Resta-me, tão pouco de ti, que está na quietude da vastidão dos Céus!
Na solidão que me abraça, nas noites insulares que ignora minha dor
No maldito tempo que esconde gradeia meu rosto por entre negros véus
Deixando-me, caída, cegamente sozinha... Tão só...  Sem ti meu amor.



Obs: Imagem do Google    Maria Machado