quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Um Ser Alucinante!























Sempre além de mais um dia a ser vivido
Por entre as réstias não deixei de sorrir
As virtudes de uma vida não foram suficientes
Por acreditar em tantas amarguras que sentir

Meu mundo transformado, e alucinante
Sendo devorado por infectros nojento
Sem perder a nitidez, onde tudo já pedir
Sem segredo, por desventura de um momento

Quando a lágrima jorra nos meus olhos
Vejo desconforto ao limbo da imprudência
Sempre sóbrio enquanto sento-me perdida
Sem rosto, alucinada sem paciência

Bem longe reluzente, o sol se deitava
Um eco profundo me conduziu ao léu
As estrelas brilhavam, e se acordavam
Centenas de milhares, pontuando o céu

Cavalguei mediante entre fadas prudentes
Sentir o calor das profundezas do chão
Na rapidez das asas, de um pássaro gigante
No círculo de luz, de relâmpago e trovão

Sonho imediato controvérsia insanidade
Os ventos da terra surgiram sem fim
Pesadelos?Acordei, dei de cara comigo
Um ser alucinante, coitada de mim.


                                                                   Maria Machado