segunda-feira, 12 de outubro de 2015

"Calvário"

  Sou o que TU, sonharas ser, antes da tempestade!
  Uma rosa negra do deserto,deslumbrante da beleza,
  Um relógio que marcas a, hora angustiada da saudade
  Mergulhada no, mas profundo,na cegueira da incerteza.


  Sou versão distorcida que fizeras simplória e primitiva!
  Um desafio vasto, sem deslumbre, sem encantamento,
  Sou visão sardônica, esvaecida,tormentada, e negativa
  Ocultando mero devaneio,enquanto jaz o pensamento.


  Sou poço fundo, sem fundo, sou lápide esbranquiçada!
  Enigma da sordidez abismal,sou lamento tosco sufocado
  À prévia atinente de delitos mórbidos, deixam-me calada,
  Como a burla que me fizestes, declaraste, Tu, réu culpado.


  Sou carta sem destinatário,encobertando uma confissão!
  Senti-me, no calvário, carregando aquela... Cruz pesada!
  Tua insensatez iluzante,que me deixou na amarga solidão
  Presa no limbo sepulcral obscuro, sem vida, enclausurada.




 Imagem do Google:                                      Maria Machado